domingo, 22 de abril de 2018

Praticante de Yoga X Grama


É verdade que, em Curitiba, praticantes de Yoga foram expulsos do parque com a alegação de que eles poderiam estragar a grama?
Se isto for real, quem expulsou não entende de Espiritualidade. Pois o contato do ser humano com a grama propicia bem-estar e harmonia. Sem falar que ela também precisa do toque das pessoas para uma troca saudável de auras. Pois a grama só é prejudicada quando alguém joga lixo não reciclável nela.
É como vovó dizia:
- Em vez da placa de “Não Pise na Grama” deveria existir um cartaz falando “Não Pise no Coração das Pessoas”.
Luciana do Rocio Mallon


terça-feira, 17 de abril de 2018

Lenda da Galinha da Angola Que Canta: “– Ela Está Fraca”


Lenda da Galinha da Angola Que Canta: “– Ela Está Fraca”
Na Idade Antiga, havia numa aldeia da Europa uma menina chamada Karin. Numa manhã de primavera ela estava brincando no jardim quando, de repente, viu uma ave diferente, com pescoço azul e penas pretas com bolinhas brancas, exclamando:
- Estou fraca!      
- Estou fraca!
A garota sentiu piedade do pássaro e deu sementes para ele. Assim os dois viraram amigos. Naquela vila os idosos falaram que o bicho era uma galinha da Angola e que segundo as tradições a ave tinha poderes premonitórios.
O tempo passou e, na adolescência, Karin engordou muito e passou a sofrer bullying onde morava porque os vizinhos falavam palavras como:
- Gorda!
- Baleia!
- Você nunca casará com este corpo!
Assim a jovem passou a fazer regimes e exercícios radicais. Ela ficou tão anoréxica que não conseguia sair da cama. Os médicos da região não sabiam o que Karin tinha. Então a galinha da Angola começou a gargarejar as seguintes palavras:
- Ela está fraca!
- Ela está fraca!
Naquele instante, uma curandeira entrou no local e explicou:
- Quando uma galinha da Angola começa a dizer estas palavras, sobre sua dona, é sinal de que ela está com anemia.
Deste jeito a família da menina passou a fazer sopas com verduras e carnes.
Reza a lenda que quando alguém está com fraqueza ou desanimo em casa devemos deixar uma galinha da Angola perto da pessoa e caso o bicho comece a falar a frase:
“- Ela está fraca!”
É sinal de que a pessoa encontra-se com anemia.
Luciana do Rocio Mallon





segunda-feira, 16 de abril de 2018

Origem das Palavras X Misticismo na Moda


Sou do tipo que, em qualquer curso, prefere as matérias que não encantam tanto os outros alunos.
No curso de Letras eu gostava de disciplinas como Filologia e História da Origem das Palavras ministradas pelo saudoso professor Antônio Sandmman. Eu amava as aulas deste mestre porque ele contava as lendas das formações de algumas palavras. Sem falar que ele estava sempre atento aos neologismos. Estas disciplinas me ajudaram muito nas pesquisas com lendas.
Já no curso de História da Moda eu curtia a matéria chamada, Religião e Mitos na Moda, esta disciplina foi importante para escrever os artigos sobre Vesteterapia, com o Sagrado Feminino, que posto nas redes sociais. O problema é que os outros colegas torciam o nariz para esta matéria. Realmente, nasci para ser diferente da maioria e já me convenci disto.
Luciana do Rocio Mallon         




Nunca Fale Com Estranhos X Mensagens Subliminares na TV X Abuso


Nunca Fale Com Estranhos X Mensagens Subliminares na TV X Abuso
Dia atrás, postei um texto criticando um comercial onde uma garota marca um encontro com um rapaz por um aplicativo de paquera e vai até o apartamento dele. Então falei que este tipo de atitude é arriscado, principalmente, para as mulheres.
Logo, críticas negativas apareceram na minha caixa de mensagens. Algumas pessoas me chamaram de feminista histérica e outras me compararam à personagem Perpétua, beata moralista de uma novela da Globo.
O problema é que diversas ONGs, ligadas ao desparecimento de crianças, constataram que depois do referido comercial aumentou o número de meninas menores de idade que marcam encontros, por aplicativos de paqueras, e somem de casa.
Será tudo isto uma misteriosa coincidência?
Marcar encontros com homens desconhecidos sempre foi um risco para as mulheres até mesmo antes da Internet.
Em 1958, testemunhas falaram que a jovem Ainda Cury marcou encontro com um rapaz, que acabou levando a pobre à força para um edifício em construção. Lá ela foi abusada e teve seu corpo jogado do prédio.
Em 1985, Monica Caruzo marcou um encontro no apartamento de um pretendente que conheceu numa danceteria. Porém chegando lá o homem procurou abusar da pobre que tentou fugir pela janela e acabou caindo.
Em 1973, Araceli, de nove anos de idade foi entregar encomendas para um homem desconhecido. No local foi abusada e morta por um grupo.
Estes assassinatos não foram culpa das vítimas. O problema é o machismo. As mulheres são desde crianças incutidas a acreditar num príncipe encantado e achar que todos os homens são gentis. A questão é que existem homens maus e abusadores, alguns estão dentro de casa. Por isto é preciso tomar cuidado com toda a criatura do sexo masculino que anda pelas ruas e redes sociais.
Imaginem quantas garotas, sonhando com o príncipe encantado conheceram um cafajeste, que parecia ser boa pessoa, que disse-lhes:
“ – Vamos ao meu apartamento, pois eu não farei nada o que você não queira.”
Mas que chegando lá foram estupradas e assassinadas. Pois é, os números são imensos e, muitos destes crimes nem aparecem na mídia.
Quando uma propaganda mostra uma moça marcando encontro com um homem que conheceu por Internet está estimulando qualquer menor de idade a se arriscar no mundo virtual em busca do par ideal. Assim os pequenos correm o risco de aparecerem violentados ou mortos.
Em 1982, quando eu tinha oito anos de idade, surgiu um comercial de chocolate branco onde duas crianças pequenas se beijavam na boca. Logo fiquei chocada porque achei que os menores não tinham idade para isto. Assim passei anos sem comer a referida marca de chocolate. Mais tarde descobri que atitudes como esta estimulam a sexualidade precoce.
Pesquiso mensagens subliminares e lendas há muitos anos e sei do que estou falando.
Portanto, se você tem filhos menores converse sobre os perigos da Internet, mensagens subliminares na TV e abusos.
Luciana do Rocio Mallon






domingo, 15 de abril de 2018

Saudades do Merthiolate Vermelho Que Ardia


Saudades do Merthiolate Vermelho Que Ardia
Quando eu tinha cinco anos, caí no roseiral do jardim de infância, onde estudava, e arranhei a perna. A professora, que viu tudo, me levou até a secretaria, pegou uma caixa de primeiros socorros e disse:
- Primeiro passarei álcool com algodão e depois Merthiolate.
Assim eu perguntei:
- Merthiolate é um cachorro?
- Ele latirá, agora?
A mestra explicou:
- Não, Merthiolate é um remédio que passamos nos arranhões para evitar infecções.
Após estas palavras, ela pegou um vidro e passou um líquido vermelho, no meu machucado, que ardeu um pouco. Então a professora soprou. Assim tive a impressão de que ela se transformou num tipo de fada, quando a brisa bateu em seus cabelos no momento do sopro. Depois a professora fechou o curativo com band-aid.
Quando fui para a segunda série, estudamos os planetas na aula de Ciências. Porém na hora de responder a seguinte questão na prova:
“Cite os nomes dos planetas do Sistema Solar”.
Eu escrevi:
“Merthiolate, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano, Netuno e Plutão.”
Porém na hora da entrega dos testes, notei que a professora riscou o Merthiolate e colocou a palavra Mercúrio no lugar.
Já nos anos noventa, passaram a fabricar o Merthiolate transparente e sem ardência. Assim este produto perdeu a graça para mim. Mas, também, eu era adulta e nem me machucava tanto mais...
Dias atrás, eu estava numa rede social e vi a seguinte frase de um escritor anônimo:
“ Desde que o Merthiolate acabou de doer, surgiu a geração mimimi”.
Luciana do Rocio Mallon